O que as empresas podem (e devem) aprender com as gerações Y e Z

Henrique Lima

<p><b>O que as empresas podem (e devem) aprender com as gerações Y e Z</b></p>

Nos últimos 10 anos foi possível acompanhar a evolução do mercado de tecnologia e as mudanças que nele ocorreram.

Na medida em que estes anos se passaram, nota-se o crescimento de contratações de profissionais cada vez mais jovens e com perfis bem diferentes daqueles profissionais que já estavam há um bom tempo no mercado, as chamadas gerações Y e Z.

Geração Y

Formado pelo grupo de pessoas que nasceram no final da década de 70 em diante e desenvolveram-se numa época de grandes avanços tecnológicos.

Geração Z

Formado pelo grupo de pessoas que nasceram na década de 90. Conhecidas por serem nativas digitais e estando muito familiarizadas com internet, compartilhamento de arquivos e dispositivos móveis.

Estes profissionais possuem características marcantes. O jeito que pensam, seus hábitos e habilidades podem, de inúmeras formas, contribuir para dar novas perspectivas a empresas e gestores.

Destacam-se aqui algumas características importantes dessas gerações, são elas:

Preparação

Aparentemente as gerações Y e Z chegam ao mercado de trabalhado mais preparadas do que as gerações passadas. Atualmente não é incomum aparecer adolescentes de 14 e 15 anos aventurando-se em tecnologias como HTML, CSS e Javascript. Esses adolescentes, quando chegam ao mercado de trabalho, já têm uma boa noção das suas atividades e de onde querem chegar.

Responsabilidade

Uma vez que a busca pelo rápido crescimento está em seus DNAs, desafios e aumento de responsabilidades são atividades motivadoras para essas gerações.

Dinamismo

Geralmente, profissionais dessas gerações são muito dinâmicos. Entendem que a produtividade tem pouco (ou nenhuma) relação ao número de horas que a folha de ponto mostra no final do mês. Em compensação, são mais suscetíveis a aumentar sua dedicação em função de um objetivo claro e bem definido.

Risco

As novas gerações são mais arrojadas e menos medrosas, estão dispostas a arriscar mais. Esses fatos contribuem para que sejam mais suscetíveis a mudanças e muitas vezes a desejam. Desta forma, estão abertos a inovação seja através de utilização de novas tecnologias, mudança de processos ou na aquisição de responsabilidades.

Erros

Cometer erros não é um problema para esses profissionais. Embora este fato pareça preocupante, quando bem administrado leva a bons resultados. Se for pra errar, que seja rápido, desta forma leva-se a lição e se corrige o erro.


Voltando ao início fica a pergunta:

O que as empresas e gestores podem (e devem) aprender com as gerações Y e Z?

Atribua novas atividades na velocidade certa a esses profissionais

Um profissional dessas gerações geralmente tem fortes chances de ser auto-didata. Muito provavelmente, ele está absorvendo cada situação que está acontecendo a sua volta e sedento por colocar em prática tudo aquilo que está aprendendo. Gestores que acompanham e incentivam seu time na velocidade certa, recebem em troca melhores entregas e ainda aumentam o fator de retenção de seus profissionais.

Permita a todos do time tomar, ao menos, algumas decisões

Um dos fatores mais importantes no crescimento profissional é a capacidade de tomar decisões. Contudo, este não é um conhecimento simples de se obter, exige experiência.

Desta forma, prepare seu time para cuidar / tomar decisão de um processo, projeto, ou uma parte destes. Do estagiário ao CEO, todos devem tomar, ao menos, algumas decisões. Esta atividade contribui com engajamento e preparação dos profissionais, onde todos os envolvidos sairão ganhando, inclusive a empresa.

Crie um ambiente de trabalho propício a produtividade e a inovação

Um estudo com o intuito de descobrir qual é a empresa dos sonhos dessas gerações, mostrou que, um “ambiente de trabalho agradável” e “qualidade de vida” são fatores mais importantes do que “salários e benefícios”. Desta forma, as empresas precisam se adaptar a essa realidade uma vez que já em 2014 50% dos líderes fazem parte da geração Y, e mais virão.

Algumas idéias a serem consideradas:

Horário flexível

Home office (integral ou parcial)

Prover canais de colaboração e inovação como techtalks, grupo de estudos e de desenvolvimento de produtos

Existem inúmeras empresas que conseguem aumentar o engajamento e produtividade de seus colaboradores se dedicando a prover um ambiente adequado aos mesmos.

Faça com que o RH seja seu parceiro de negócio

Entre as inúmeras mentes brilhantes que existem nessas gerações, nem todas serão adequadas a empresa. Sabendo disso, o RH se torna cada dia mais importante na triagem de bons profissionais, na motivação da criação de ambientes propícios a produtividade e na avaliação dos colaboradores da empresa. Desta forma, é preciso garantir que a área de RH, em conjunto com os gestores, esteja aderente a esses novos desafios.

Conclusão

Diversas empresas já estão melhorando seus resultados pois já entendem a necessidade de se adaptar a essas novas gerações.

Casos como 3M, Avaya, Ticket entre outras empresas, aumentam a produtividade, reduzem custos e consequentemente aumentam seu faturamento, através de práticas como essas citadas acima.

Muito em breve, as empresas que não se adequarem a essas gerações estarão perdendo colaboradores que poderiam estar fazendo a diferença em seu resultado.

E você? Concorda ou discorda? Será que o caminho é esse mesmo? Quais outros pontos você adicionaria?

 

Originalmente publicado em julho de 2014

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